Jornada do Patrimônio - Roteiro Urbano

duração: 1h20
distância: 3,1km
público: Estudantes / Em geral
dificuldade: Médio - A pé

sobre o roteiro:

A Jornada do Patrimônio, trata-se de proposta elaborada pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, pelo CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) e por municípios Paulistas. A iniciativa objetiva a difusão e a valorização do patrimônio cultural e ambiental por meio da educação patrimonial, divulgando e demonstrando as várias possibilidades de uso e sua incorporação ao cotidiano das cidades paulistas.
Em Campinas, a jornada foi criada e é mantida pela Prefeitura Municipal de Campinas, por meio da Secretaria de Cultura, Coordenadoria Setorial do Patrimônio Cultural, CONDEPACC (Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas) e Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Social e de Turismo. 
O roteiro a seguir foi realizado na primeira edição do evento, em 2017.

neste roteiro:

1. Museu da Cidade - Fundição Lidgerwood

Museu da Cidade - Fundição Lidgerwood

Nome popular: Lidgerwood/ Museu da Cidade
Identificação Original: Lidgerwood Manufacturing Company Limited.

História:

A empresa Lidgerwood Manufacturing Company Ltda instalou-se na cidade de Nova York, Estados Unidos da América, em 1801, e no Brasil no ano de 1862, na cidade do Rio de Janeiro, sendo o responsável e encarregado de negócios, William Van Vleck Lidgerwood. A firma veio ao país devido à alta produção de algodão no decorrer dos anos de 1860 e principalmente pelo cultivo da planta por imigrantes norte-americanos especificamente na região de Campinas, na Vila Americana, fato ligado diretamente à Guerra de Secessão que terminara nos EUA em 1865.
O fundador Sr. Lidgerwood aproveita-se do “boom” comercial que ocorria com a chegada da Cia. Paulista de Estradas de Ferro (1868) inaugurando em Campinas o seu primeiro depósito na Rua do Comércio (atual Rua Dr. Quirino, n° 44). Permanece neste endereço até 1872, quando muda sua empresa inúmeras vezes de local. No ano de 1883 a firma doa um coreto à cidade, instalado no Jardim Público (atualmente local do Centro de Convivência Cultural). Foi removido para a Praça Correa de Lemos em frente ao Teatro Municipal Castro Mendes na década de 1970. 
Em 1884 a empresa compra um terreno na Av. Andrade Neves, Largo da Estação, próximo à estrada de ferro. No prédio construído no decorrer de 1885 se instala com os equipamentos industriais para produzir as máquinas agrícolas em 1886. A Cia. Lidgerwood foi inovadora na construção de sua fábrica, utilizando a alvenaria aparente (material construtivo importado da Inglaterra) para enriquecer a superfície de suas paredes com saliências. As telhas e os vidros de cor “lilás” vieram da França. Nas áreas das oficinas as telhas eram de zinco. O madeiramento (pinho-de-riga) veio importado da Europa, servindo como lastro nos navios, e quando descarregado, os porões eram abastecidos com sacas de café. 
O ferro fundido foi utilizado nas grades do porão, nas esquadrias e nas decorativas bandeiras (vãos semicirculares em cima das portas). Para personalizar a edificação, as bandeiras principais tem como enfoque uma águia em relevo sobre o tronco, uma referencia simbólica ao brasão dos EUA, com fundo de ramos de algodão e café, lembrando as duas principais culturas agrícolas que a firma mais dedicava seus maquinários em nosso país. Esta peça é o símbolo da fundição no Brasil.Adotou-se na construção o estilo neogótico vitoriano, tendo características arquitetônicas marcantes os tijolos salientados pelas juntas de argamassa e as portas verticais. O responsável pela obra foi o engenheiro Alemão Heinrich Husemann. 
A Lidgerwood encerrou suas atividades no ano de 1922 quando vendeu o prédio para Pedro Anderson & Cia. Incorporation, que permaneceu no local até 1928 quando a Cia. Paulista de Estradas de Ferro (CPEF) o comprou. A CPEF adaptou as antigas instalações industriais para a sede do Rodoviário da Cia. Paulista (RCP), uma divisão da empresa sobre transporte rodoviário. Com a incorporação da ferrovia pelo Estado de São Paulo para formar a FEPASA- Ferrovias Paulistas S.A em 1971, o imóvel acabou servindo de garagem dos funcionários da estatal, deteriorando-se com a falta de manutenção.
No ano de 1985 devido à implantação de um novo sistema viário correu o risco de demolição sendo impedido pelo manifesto do Grupo de História Regional Febre Amarela, ficando abandonado até 1991. O Museu da Cidade foi criado e ali instalado em 1992 para reunir os acervos de três museus, o Museu do Índio (1967), o Museu Histórico (1969) e o Museu do Folclore (1977), e com o propósito de estimular estudos e discussões sobre a trajetória histórica da cidade por meio de várias atividades.
Processo de Tombamento N° 003/1989 - CONDEPACC

Henrique Anunziata Historiador/CSPC/SMC/PMC

2. Palácio da Mogiana

Palácio da Mogiana

Nome popular: Palácio da Mogiana
Identificação Original: Escritório Central da Cia. Mogyana de Estradas de Ferro

História

Com o crescimento das plantações de café no sentido norte-nordeste da região de Campinas, e o avanço da cultura ao interior do estado de São Paulo, a demanda pela estrada de ferro ampliou-se. Neste momento surge a necessidade de instalação de um Escritório Central da Cia. Mogyana de Estradas de Ferro em Campinas. Um primeiro imóvel foi então locado na esquina das ruas General Osório e Anchieta. 
Em 1890 a Companhia adquiriu uma propriedade na Rua Visconde do Rio Branco. Uma chácara com casa assobradada, onde em 1891 iniciou a construção da sua sede, porém no sentido da Rua General Osório, já que a casa da chácara estava construída no sentido da Rua Campos Sales. A nova edificação continha um corpo central, e um torreão no seu lado esquerdo. Após a demolição da casa assobradada, a administração da ferrovia chegou a construir o torreão do lado direito, sentido Rua Campos Sales, porém não no estilo dos corpos já erguidos.
A partir de 1908 começou a ser elaborado um novo projeto para o Escritório Central, cuja execução teve início em 1909. O novo prédio seria construído em estilo eclético, com três corpos denominados: Pavilhão Campos Sales, Central e Pavilhão General Osório. Iniciou-se o projeto na parte do terreno agora desocupada no sentido da Rua Campos Sales. 
O Pavilhão Campos Sales era o mais luxuoso dos três, com mármore de Carrara no hall de entrada, balaustrada confeccionada em bronze com motivos de ramos de café com os nomes dos fundadores da estrada de ferro, candelabros em bronze com cúpulas em porcelana tipo ágata e pinturas murais rebuscadas apresentando ornamentação com motivos florais. 
Em 1910, começaria ser erguido o Pavilhão General Osório, porém na dúvida se a construção de 1891 suportaria as intervenções, decidiu-se pela sua demolição. Este Pavilhão não teve a mesma ornamentação do Pavilhão Campos Sales, com seus elementos mais simples, como a escada e sua balaustrada agora em madeira e suas luminárias e pinturas parietais mais modestas. 
Com a implantação do plano Prestes Maia, que previa o alargamento de vias públicas, entre elas a Rua Campos Sales, a parte da edificação mais suntuosa, o Pavilhão Campos Sales foi demolido parcialmente em 1956 permanecendo os Pavilhões, Central e General Osório. Após a demolição do lado direito da construção e as devidas adequações no pátio interno, em 1957 a Companhia elaborou um projeto para recompor as fachadas e construir um novo Pavilhão Campos Sales no que restou do edifício. Este projeto foi executado parcialmente, sendo possível perceber as intervenções, entre elas, a fachada nos fundos do Pavilhão avançando ao pátio interno.
Com a estatização das ferrovias em 1971, a Companhia Mogyana de Estradas de Ferro, foi incorporada na formação da FEPASA - Ferrovias Paulistas S/A. Em 1998 como pagamento de dívidas estaduais junto ao Governo Federal o imóvel e outros bens do Estado de São Paulo foram entregues ao Ministério da Fazenda.
Atualmente abriga o CPAT (Centro Público de Apoio ao Trabalhador), da Prefeitura Municipal de Campinas.
Processo de Tombamento N° 001/1994 - CONDEPACC

Henrique Anunziata Historiador/CSPC/SMC/PMC

3. CIS Guanabara / Estação Guanabara

CIS Guanabara / Estação Guanabara

"O CIS (Centro Cultural de Inclusão e Integração Social) Guanabara é vinculado e mantido pela Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (Preac) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Trata-se de um espaço público tombado como patrimônio histórico e cultural da cidade, sob os cuidados da universidade. 
O CIS Guanabara é composto pelo conjunto arquitetônico recuperado da antiga Estação Guanabara. 
O Espaço CIS-Guanabara destina-se a proporcionar condições de desenvolvimento de projetos de educação, cultura e lazer para Campinas e para a Região Metropolitana. O Centro Cultural de Inclusão e Integração Social foi criado para ser um espaço de ofertas públicas de bens culturais."

4. Praça Carlos Gomes

Praça Carlos Gomes

"Localizada em uma região brejosa, essa praça já foi um lugar indesejado pela cidade, onde se acumulavam detritos e de onde brotavam inúmeros focos de doenças. Em 1848, depois de algumas intervenções de saneamento, passou a ser denominada Praça do Passeio e, em 1880, passou a se chamar Praça Carlos Gomes.
Em 1882 começou a funcionar um chafariz e um bebedouro para animais e, por resolução da Câmara de Vereadores, a Intendência Municipal foi autorizada a comprar lote das majestosas palmeiras imperiais. Simultaneamente aos trabalhos de embelezamento, foram realizadas obras de canalização de águas e de esgotamento sanitário.
 Passou por várias transformações, e a sua configuração atual data de 1913, com projeto dos mestres jardineiros Juvenal Kirstein e Calixto Marin, sob a orientação do arquiteto Ramos de Azevedo.
 Localiza-se entre as Ruas General Osório, Irmã Serafina, Conceição e Boaventura do Amaral.
 É tombada pelo CONDEPACC."

5. Loja Maçônica Independência

Loja Maçônica Independência

No dia 23 de novembro de 1867, foi inaugurada a primeira loja maçônica de Campinas, de nome Independência, presidida por Pedro Ernesto Albuquerque de Oliveira, grande Inspetor Geral e “Delegado do Mui Poderoso Supremo Conselho do Grande Oriente do Brasil”.
Uma semana depois da fundação, iniciou-se o crescimento de seu Quadro de Obreiros com o ingresso de notáveis cidadãos de Campinas como: FRANCISCO GLICÉRIO CERQUEIRA LEITE, JORGE MIRANDA, ELOY CERQUEIRA, ANTÔNIO BENEDITO CERQUEIRA LEITE, BENTO QUIRINO SIMÕES DOS SANTOS, JOÃO QUIRINO DO NASCIMENTO, JOAQUIM QUIRINO DOS SANTOS, FRANCISCO DE PAULA SIMÕES DOS SANTOS, FRANCISCO QUIRINO DOS SANTOS, RAFAEL SAMPAIO, MANOEL FERRAZ DE CAMPOS SALLES entre outros.
Naquela época, os membros da Loja Independência participavam ativamente da vida social e política da cidade e da região. Também praticavam várias ações na área de assistência à parcela da população mais carente.
O prédio é tombado pelo CONDEPACC, processo nº 03/95.

6. Palácio da Justiça

Palácio da Justiça

Esse prédio foi inaugurado em 1942. Tem relação direta com a intervenção feita na cidade pelo Plano de Melhoramentos Urbanos, de Prestes Maia.
Houve clara intenção de “monumentalizar” o edifício, mesmo que destituindo-o de toda a ornamentação excessiva do período eclético anterior, manifestada pela sua implantação em nível mais alto, com a escadaria conduzindo à entrada principal e sua localização em esquinas, o que valoriza a volumetria. O seu estilo fica entre o Art Déco e o Moderno, pois ainda predominam os cheios sobre os vazios, a divisão do volume em embasamento, corpo e coroamento, típico do Art Déco.
O prédio foi projetado pelo Engenheiro e Arquiteto José Maria da Silva Neves, com um grande poço de ventilação e iluminação central interna. O acabamento é primoroso e luxuoso, sendo de mármore em todas as áreas de circulação e elevadores. Tanto a alta porta principal de acesso quanto as laterais têm esquadrias de ferro com gradis formando desenhos geométricos simétricos, típicos do Art Déco. Na fachada principal estão duas imagens alusivas à justiça em tamanho real, de bronze, do artista Lélio Colluccini.

7. Escola Estadual Carlos Gomes

Escola Estadual Carlos Gomes

Nome popular: Escola Estadual Carlos Gomes 
Identificação Original: Escola Complementar de Campinas.

História:

Em 1901, Carlos Kaysel um vereador de Campinas de origem alemã, apresentou na Câmara Municipal de Campinas um pedido de encaminhamento ao Governo do Estado de São Paulo para a instalação de uma Escola Complementar e um Grupo Escolar na cidade. Após muita discussão no Congresso Estadual de São Paulo, o Governador do Estado Bernardino de Campos, aprovou a instituição de ensino com o nome de Escola Complementar de Campinas.
A Primeira República (1889-1930) criou escolas visando desenvolvê-las qualitativa e quantitativamente como instituições responsáveis pela qualificação do magistério para a educação básica. Devido às medidas adotadas para o ensino, novos edifícios foram projetados levando em consideração a necessidade da melhor ambientação, estrutura escolar e a utilização da pedagogia no espaço do aprender, tendo como o objetivo principal atingir a qualidade do ensinar.
Em 13 de maio de 1903, instala-se a escola em um edifício na esquina das Ruas Francisco Glicério e Treze de Maio, alugado pela Prefeitura de Campinas. No ano de 1912 passa a ser designada Escola Normal Primária, com maiores atribuições na formação de professores primários. Em 1919 um terreno é definido e se inicia a construção do atual prédio, com projeto do arquiteto César Marchisio, no local onde anteriormente abrigara um lixão e após o Mercado Público. 
O Governo do Estado de São Paulo realiza uma reforma no ensino paulista, e em 8 de dezembro de 1920, essa ação trouxe várias novidades e procedimentos e fez com que a escola passasse a ser chamada de Escola Normal de Campinas. Na data de 14 de abril de 1924 está concluído o prédio na Avenida Anchieta e a instituição é transferida do antigo endereço no Largo da Catedral para o novo imóvel. 
Durante o governo de Getúlio Vargas e especialmente no período ditatorial do chamado Estado Novo (1937-1945), um dos conceitos predominantes do governo era o nacionalismo e em 19 de maio de 1936, muda-se o nome da escola para Escola Normal Carlos Gomes em homenagem ao maestro/músico campineiro. Em 1942 o Ministro da Educação e Saúde Gustavo Capanema realiza reformas com um projeto político ideológico em que a educação secundária sofre as maiores interferências e mudanças em sua estrutura no plano educacional. 
Neste ano a escola passa a ser denominada Escola Normal e Ginásio Estadual Carlos Gomes. Sem mudança estrutural e mantendo o que fora implementado no primeiro governo getulista, muda-se em 1951 o nome da escola para Instituto de Educação Carlos Gomes, e mais tarde Instituto de Educação Estadual Carlos Gomes. A partir de 1976 recebe a denominação de Escola Estadual de Primeiro e Segundo Graus Carlos Gomes e em 1998, Escola Estadual Carlos Gomes. 
Processo de Tombamento Nº 17/2008 - CONDEPACC

Henrique Anunziata Historiador/CSPC/SMC/PMC

8. Solar do Barão Ataliba Nogueira (Antigo Hotel Vitória)

Solar do Barão Ataliba Nogueira (Antigo Hotel Vitória)

Nome popular: Solar do Barão Ataliba Nogueira (antigo Hotel Victória)
Identificação Original: Residência de João Ataliba Nogueira

História:

Esta residência foi construída a partir de 1894 para João Ataliba Nogueira, proprietário da Fazenda Jaguary (atual Fazenda Santa Úrsula em Jaguariúna/SP), sendo um dos primeiros imóveis da cidade a utilizar uma nova técnica construtiva e sofisticada para a época, o tijolo, revelando em sua execução o uso de uma mão de obra especializada, destacando-se os trabalhos de mestres em tijolo, massa e carpintaria. Esse novo padrão urbanístico foi logo adotado pelos grandes fazendeiros de café que desejavam para suas casas o que de mais moderno existia na época. 
A construção foi erguida em um período de transição entre o processo utilizado com trabalho escravo, artesanal com paredes estruturadas em taipa de pilão, madeiramento de forma circular trabalhado a mão e a cobertura de telhas do tipo capa e canal, e o trabalho livre, e, ela revela a existência de uma linguagem neoclássica típica na região no final do século XIX. 
Utilizou-se neste imóvel o tijolo assentado com argamassa de cimento e cal, o estuque (massa branca composta de cal, areia fina, pó de mármore e gesso) nas paredes de divisórias internas, a madeira serrada e enfeitada tanto para o acabamento quanto para a estrutura do piso do primeiro pavimento e do forro do pavimento térreo, e as telhas importadas de Marseilhe, França, produzidas em cerâmica. O uso desregrado de elementos decorativos ao mesmo tempo, em comparação às construções existentes, abre as portas ao surgimento do estilo arquitetônico chamado de “ecletismo” na cidade.
O imóvel permaneceu como residência até 1922, quando foi vendido ao imigrante italiano José Frigeri, proprietário de um hotel na Rua 13 de maio que atendia os comerciantes em passagem pela cidade para vender calçados e roupas nos estabelecimentos comerciais e já não comportava a demanda em crescimento. Por ser grande e requintado para a época e ter uma boa administração, com uma comida de qualidade baseada na cozinha italiana, logo o Hotel Victória passou a ser referência a quem na cidade se hospedava. 
Hóspedes famosos entre eles Monteiro Lobato (escritor), Guiomar Novais (pianista), Orlando Silva (cantor), os revolucionários de 1932, oficiais de Getúlio Vargas, entre outros, utilizaram os seus serviços. Para recrear seus hóspedes possuía uma biblioteca, uma discoteca de músicas eruditas com cerca de 3.500 discos, e um camarote exclusivo no Teatro Municipal de Campinas. Funcionou por mais de 30 anos encerrando suas atividades na década de 1960. Posteriormente foi adaptado para outros usos como teatro, cinema, escola.
Processo de Tombamento Nº 001/1988 - CONDEPACC

Henrique Anunziata Historiador/CSPC/SMC/PMC

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