Casa Grande e Tulha



 

O engenho Tulha foi construído no auge da economia açucareira, entre 1790 e 1795, sendo possível que a Casa Grande seja uma construção remanescente de 1830, período em que se iniciava a montagem da estrutura cafeeira local. Considerada a mais antiga fazenda de café na cidade, a grande propriedade foi herdada por Maria Felicíssima Miquelina de Abreu, do padre e padrinho de batismo dela, Manoel José Fernandes Pinto. Supõe-se que o construtor da Casa Grande tenha sido seu marido Joaquim José Soares de Carvalho. No decorrer dos anos, a propriedade foi sendo dividida entre seus herdeiros. Arlindo Joaquim de Lemos herdou parte da fazenda que passou a se chamar Chácara Paraíso e posteriormente adquiriu a parte denominada Chácara Proença. Em 1941, a Chácara Proença foi novamente dividida, cabendo por sorteio a antiga sede da fazenda a Arlindo de Lemos Jr., que a vendeu à família Hossri. 
Em 1978, o arquiteto Antonio da Costa Santos adquiriu o lote de 2.688,75 m², com a Casa Grande e Tulha, situação a que foi reduzida a antiga fazenda. O imóvel foi tombado em 1990 pelo CONDEPACC a pedido de seu proprietário. Em seus estudos de doutorado na FAU-USP, o arquiteto tomou esta propriedade como objeto de pesquisa e a partir dele produziu um dos mais importantes estudos sobre a evolução urbana do município. Antonio da Costa Santos viveu com sua família no local até tornar-se prefeito da cidade de Campinas em 2001.

(Processo de tombamento nº 24461/86 - Resolução nº 10 de 30/04/1986).

Local:
Av. Arlindo Joaquim de Lemos, 1300 - Jardim Proença

Site/Blog:
www.campinas.sp.gov.br/governo/cultura/patrimonio/bens-tombados/verBem.php?id=29
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Patrimônio Histórico
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