Solar do Visconde de Indaiatuba



 

Nome popular: Solar Visconde de Indaiatuba
Identificação Original: Residência de Joaquim Bonifácio do Amaral (Visconde de Indaiatuba)

História:

Joaquim Bonifácio do Amaral, o “Visconde de Indaiatuba”, “capitalista” – sinônimo para fazendeiro de café, nasceu em 03 de setembro de 1815, sendo seu pai o Tenente José Rodrigues Ferraz do Amaral fundador da fazenda Sete Quedas. Casou-se aos 24 anos (1839) com a sobrinha Dona Ana Guilhermina do Amaral Pompeu – que na época tinha 15 anos de idade, recebendo posteriormente a casa como herança. 
Participou da batalha da Venda Grande em 1842, e durante 24 anos foi líder do Partido Liberal. Também exerceu a função de vereador entre 1849 a 1852. Compartilhou da criação e construção da Escola Culto á Ciência, inaugurada em 1874. Criou e administrou o Clube da Lavoura, que devido a atitudes em relação ao comércio exterior do café, participou na montagem da exposição Le Havre 1878, e acabou por receber o título de “Visconde de Indaiatuba” em 1879. Faleceu em 06 de novembro de 1884.
A residência foi erguida pela orientação de sua irmã/sogra Dona Tereza Miquelina do Amaral em 1846, sendo dela as iniciais entrelaçadas no módulo central do balcão de ferro forjado, voltado para a rua Barão de Jaguara. Os responsáveis pela execução da obra foi o Mestre Carapina e o Senhor Serafim Gomes Moreira, que seguiram os padrões arquitetônicos da época, como as estruturas feitas em taipa de pilão e obras de carpintaria e marcenaria – paredes, cobertura e outros conjuntos.
 O telhado foi construído com telhas de cerâmica tipo capa/canal, as portas-balcão do piso superior com verga reta, o vidro para a vedação das bandeiras – janelas retangulares em cima da porta, e a ornamentação das pilastras marcando os limites das fachadas, entre outras características que marcaram as casas dos grandes fazendeiros de café. Momento este em que a sociedade local começa a passar do cotidiano rural para o espaço urbano, dotando a cidade de grandes residências com características citadinas. 
Este imóvel está entre os mais antigos e expressivos da cidade, onde se destacou por acontecimentos sociais ilustres, como a recepção e hospedagem de D.Pedro II nos anos de 1875 e 1878. Na data de 1891, deixou de ser residência para ser ocupado como sede do Clube Campineiro e em 1901 passa a ser utilizado pelo Centro de Ciências Letras e Arte (CCLA), e simultaneamente pelo Clube Semanal de Cultura Artística de 1926 a 1959.
No decorrer dos anos 1960, ocorreram várias locações, nos anos de 1970, teve como uso um cursinho pré-universitário, e entre 1982 a 1988, um restaurante vegetariano. As citações dizem a respeito do pavimento superior do imóvel, pois o pavimento inferior no decorrer dos anos de 1940 e 1950 passou a ter função comercial, onde funcionaram o Café do Povo e a sorveteria Sônia, locais de encontros dos jovens. A edificação sofreu no curso do tempo diversas modificações, para os mais variados usos, principalmente o piso inferior. Após o incêndio de 1994, mantiveram-se elementos originais na edificação bem como uma parede de taipa internamente. 
Processo de Tombamento N° 002/88.

Henrique Anunziata, historiador/CSPC/SMC/PMC 

Local:
Rua Barão de Jaguara, 1252

Telefone:
19 3233-7705
Categorias
Patrimônio Histórico